terça-feira, 31 de março de 2020

A MINHA VIDA EM CASA

Fiz uma encomenda on line para entrega ao domicílio e só me era entregue em Maio. Sim, Maio, não me enganei a escrever o mês embora às vezes já não saiba qual o dia da semana. Desisti!
Vou ter mesmo de ir ao super mercado. Vou tentar ir o mais cedo possível. Desde que tudo isto começou só lá fui uma vez e devo dizer que estava tudo muito bem organizado, poucas pessoas e seguindo as regras recomendadas.
Passei parte do dia a ligar para a Nespresso para fazer uma encomenda e só há pouco consegui. Entrega só a 9 de Abril. Como ainda tenho algum, café não deve faltar.
A casa está limpa e arrumada. Obrigo-me durante a manhã a andar de um lado para outro, de modo a não me sentar e movimentar-me um pouco. Não tem nada a ver com a minha caminhada mas é o que é possível. Ontem ouvi um enfermeiro dizer que os diabéticos deviam fazer a sua caminhada na sua área de residência todos os dias e pelo menos uns 20 minutos. Mas eu tenho tanto medo que não arrisco. Sair só para o supermercado. Ou farmácia que felizmente ainda não precisei.
De resto estou bem. Só vejo notícias uma vez por dia. Escuso de estar a ouvir repetições e a me enervar.
Em tempos normais já teria as netas cá em casa para as férias da Páscoa. Este ano não pode ser. Mas o que importa mesmo é estarmos bem embora cada um em sua casa.


sexta-feira, 27 de março de 2020

EM CASA

Como aconteceu com a grande maioria das pessoas pedi à minha empregada que semanalmente vinha fazer a limpeza à casa para não vir enquanto esta loucura não acabar (embora lhe continue a pagar).
Mas não fazia sentido estar em isolamento e depois ter contacto durante horas com uma pessoa que também tem outros contactos.
Portanto a casa (embora pequena está por minha conta).
Quem me segue à mais tempo sabe que gosto de sair na parte da manhã, fazer a minha caminhada junto ao mar, fazer as compras que me fazem falta no meu dia a dia, sentar-me numa pastelaria/esplanada para um café e dois dedos de conversa. Depois era o regresso para o almoço.
Nada disso agora é possível. Compenso a caminhada com a arrumação/limpeza da casa. Não podendo abusar dedico todas as manhãs a um aposento apenas. Ontem foi o dia da cozinha. Ficou a brilhar. E assim ocupo as minhas manhãs. Hoje dediquei-me à limpeza da varanda com lavagem de mesa e cadeiras, afastar os vasos, lavar os pratos. Também ficou ao meu gosto. Depois há as limpezas normais do dia a dia e a confecção das refeições.
Já de tarde obrigo-me a parar porque sei que se abusar as minhas costas reclamam e muito. 
Tento ler, embora tenha dificuldade em concentrar-me, e resolvi dedicar-me a fazer alguns trabalhos manuais só mesmo para me manter ocupada. 
Não sei se acontece nas vossas zonas de residência mas aqui a net está muito mázinha. Penso que deve ser pelo grande número de pessoas que estão em casa. Não sei. E não vou telefonar para pedir ajuda. Neste momento o que menos quero é um técnico a entrar-me pela casa dentro ( nem sei se iriam mandar). Mais uma coisa para esperar.
Já tenho uma data de coisas apontadas para depois disto tudo passar.


quarta-feira, 25 de março de 2020

POR CÁ

Tudo igual e tudo tão diferente.
Hoje pela primeira vez desde que começou toda esta loucura só abri a TV para ver o noticiário das 13H. Ter a TV desligada deixava-me angustiada sem saber o que se estava a passar. Mas ouvir a toda a hora as desgraças também me deixava super nervosa. Finalmente hoje consegui não ter a TV ligada e estar relativamente calma. Depois vi as notícias que não são animadoras e voltei a desligar.
E não consigo perceber esta camada de palermas sem responsabilidade nenhuma. Sabem que têm de ficar em casa em isolamento. Mas continuam a ir almoçar a casa dos pais e dos amigos e a fazer festinhas de anos e o caneco. Acho que só mesmo com um polícia em cada esquina.
A mim também me custa ficar em isolamento. Mas ainda me iria custar mais sabendo que ao sair estava a colocar a minha vida e a dos outros em risco. 
Em casa posso aborrecer-me mas é o meu porto de abrigo.


sábado, 21 de março de 2020

SUPERMERCADO

Fui obrigada a dar um saltinho ao supermercado.
Felizmente fica perto da minha casa o que não me obrigou a ir para longe.
Havia fila à entrada mas as pessoas estavam a respeitar a distancia aconselhada.
Só entrava uma pessoa de cada vez e sempre depois de sair outra pessoa.
Dentro tudo calmo, pouca gente e a comprarem rapidamente. Estava bem fornecido. No pagamento também tudo a funcionar bem e sem stresses.
Depois foi a chegada a casa. Tirar sapatos logo à entrada e ir deixar na varanda. Lavar as mãos. Desinfectar chaves. Depois tomar banho e colocar a roupa usada a lavar. Tornar a lavar as mãos. Acho que foi isto.
Desaconselharam o uso de anéis mas antes disso já eu tinha deixado de os usar assim como o relógio.

sexta-feira, 20 de março de 2020

PRIMAVERA

Que a estação que hoje começa nos traga força, coragem, serenidade e esperança.
Nada disto é fácil mas há que seguir em frente. Mesmo com medos e muito desanimo à mistura.
Sair de casa apenas o indispensável. Para nossa proteção e dos que nos rodeiam.
Fiquem bem (na medida do possível).

quinta-feira, 19 de março de 2020

DIA DO PAI

Este pai (que já não se encontra entre nós) num dia muito feliz.
Recordar momentos felizes e tentar afugentar esta tristeza e angústia que se apoderou da maioria de nós.
Para todos os pais, que vivam um dia feliz junto dos seus filhos.

domingo, 15 de março de 2020

EM CASA

Na sexta e no sábado ainda saí para umas comprinhas de última hora. Fui à Farmácia, à padaria e ao Mercado Municipal comprar uns verdes e fruta. Tudo muito rápido. Já não fui tomar o meu café à pastelaria de costume, que aliás hoje já está encerrada.
Hoje já não saí de casa nem penso fazê-lo nos próximos dias. Tenho comida e a minha medicação necessária também foi reforçada. Não comprei coisas a mais mas o suficiente para não me preocupar nos próximos dias. Sei que isto tudo ainda vai levar o seu tempo e possivelmente terei de comprar alguma comida lá mais para a frente. Mas só sairei à rua por uma coisa realmente importante e nunca para ir beber café ou sentar-me numa esplanada. Nem para almoçar ou jantar. Há que ser consciente e fazer aquilo que nos dizem. Penso que mais dia menos dia vamos ter quarentena obrigatória. 
Preocupa-me os que estão longe de mim. Mas achamos que o melhor era eu ficar por cá  (embora preferíssemos estar todos juntos). 
Um obrigada a todos os empresários que já fecharam as suas empresas. Preocuparam-se por eles e pelos seus empregados. Que isto de perder dinheiro a verdade é que abertos ou fechados a economia vai sofrer um grande abalo.