sexta-feira, 15 de maio de 2020

CANSADA

Chego ao fim do dia cansada. Ajudar a neta com os trabalhos enviadas pelo colégio para serem feitos durante a semana não é fácil. E depois há coisas que me irritam porque acho que é matéria inadequada para um 3º ano. Por exemplo esta semana em português havia o poema "as Pedras" de Maria Alberta Meneres. Pediam entre outras perguntas de interpretação para explicar como era que as pedras falavam. Resposta da mais nova cá de casa " As pedras não falam porque não são seres vivos". E fazê-la compreender a beleza da poesia? Difícil, muito difícil.
Chegar ao final de sexta ter de digitalizar fichas e trabalhos é cansativo. Compreendo que é a única maneira dos trabalhos serem vistos e se for o caso corrigidos mas são trabalhos acrescidos. Sem falar nos vídeos que temos de gravar com a criança a juntar palavras em inglês e a tocar flauta. Enfim ...há coisas piores.
Um bom fim de semana para quem anda pr aqui.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

ESTES DIAS

Quem pensou que com isto do isolamento ia ter tempo para fazer tudo e mais alguma coisa em casa enganou-se e muito, principalmente se os crescidos estiverem a trabalhar a partir de casa e houverem crianças em idade escolar.
Tudo se tornou mais complicado. As famílias ficam juntas durante 24 horas o que às vezes provoca stresses. É preciso tratar dos almoços e dos jantares, programar idas ao supermercado, tratar das roupas e da limpeza da casa. A maior parte das pessoas que tinha ajuda doméstica abdicou dessa ajuda (pelo menos até ver) o que ainda veio complicar mais a organização doméstica.
Depois as crianças mais novas precisam mesmo que alguém as ajude nos estudos. São muitos trabalhos, muitas "mariquices" que só servem para perder tempo e pouco de útil trazem à criança.
Claro que os professores não têm culpa, mas na verdade este ensino em minha opinião não é mau, é péssimo. Os miúdos não praticam o que devia ser feito nos primeiros anos de aprendizagem.  Temos miúdos que dão muitos erros ortográficos, quase que não sabem fazer contas e até em copiar têm dificuldade. 
Resultado: adultos e crianças chegam ao fim do dia cansados, saturados e aborrecidos.
A essa hora é a hora do banho e cada um fazer o que lhe apetece.
A cabeça está cansada e não apetece leituras.
O corpo está cansado e na cozinha faz-se apenas o indispensável.
Televisão só se for uma coisa muito levezinha e que não canse.
E depois é ir para a cama para no dia seguinte volta à mesma rotina.
Não é fácil e ninguém está feliz.  Mas muito agradecidos por haver saúde e trabalho .

quarta-feira, 29 de abril de 2020

SABER AGRADECER

Ontem precisei de ir à farmácia que fica mais ou menos a 700 metros de casa. E cansei-me. Principalmente na subida cansei-me muito. Esta treta de estar fechada em casa, claro que concordo que o isolamento é necessário,  mas trás outros problemas. Um deles é o andar, que a mim me faz bem, quer seja para a parte motora como para a psicológica. 
Tento ser positiva, mas há dias que não consigo. 
E depois sinto-me uma mal agradecida porque estando tudo bem comigo e com os meus só tenho de agradecer.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

POR CÁ

Não tenho aparecido por aqui.
Mas graças a Deus estou bem, estamos todos bem felizmente.
Em casa da filha há quase um mês. Mas todos a cumprir o que nos é pedido, ficar em casa.
Só a filha sai quando é mesmo necessário, tipo uma ida ao super ou à farmácia.
Tanto a filha como o genro estão a trabalhar a partir de casa.
As miúdas têm aulas virtuais. A mais velha orienta-se, já a mais nova precisa de apoio. E sou eu que estou a dar-lhe o apoio que ela necessita. Também tive de me actualizar. Mas com boa vontade tudo de faz.
Continuo a achar que os programas para o primeiro e segundo ano não são os adequados. Pedem imensa coisa aos miúdos, mas não lhe dão as bases necessários (ler e escrever sem erros). 
Mas isto sou eu que digo. 
Tem-me feito bem estar ocupada com o ensino da neta.  Penso menos noutras coisas tristes que só me fazem mal. Tento mentalizar-me que a vida já não vai ser igual ao que nos habituamos.
Que este verão não vamos ter praia. Nem passeios como estávamos habituados. 
E é isto.....

terça-feira, 31 de março de 2020

A MINHA VIDA EM CASA

Fiz uma encomenda on line para entrega ao domicílio e só me era entregue em Maio. Sim, Maio, não me enganei a escrever o mês embora às vezes já não saiba qual o dia da semana. Desisti!
Vou ter mesmo de ir ao super mercado. Vou tentar ir o mais cedo possível. Desde que tudo isto começou só lá fui uma vez e devo dizer que estava tudo muito bem organizado, poucas pessoas e seguindo as regras recomendadas.
Passei parte do dia a ligar para a Nespresso para fazer uma encomenda e só há pouco consegui. Entrega só a 9 de Abril. Como ainda tenho algum, café não deve faltar.
A casa está limpa e arrumada. Obrigo-me durante a manhã a andar de um lado para outro, de modo a não me sentar e movimentar-me um pouco. Não tem nada a ver com a minha caminhada mas é o que é possível. Ontem ouvi um enfermeiro dizer que os diabéticos deviam fazer a sua caminhada na sua área de residência todos os dias e pelo menos uns 20 minutos. Mas eu tenho tanto medo que não arrisco. Sair só para o supermercado. Ou farmácia que felizmente ainda não precisei.
De resto estou bem. Só vejo notícias uma vez por dia. Escuso de estar a ouvir repetições e a me enervar.
Em tempos normais já teria as netas cá em casa para as férias da Páscoa. Este ano não pode ser. Mas o que importa mesmo é estarmos bem embora cada um em sua casa.


sexta-feira, 27 de março de 2020

EM CASA

Como aconteceu com a grande maioria das pessoas pedi à minha empregada que semanalmente vinha fazer a limpeza à casa para não vir enquanto esta loucura não acabar (embora lhe continue a pagar).
Mas não fazia sentido estar em isolamento e depois ter contacto durante horas com uma pessoa que também tem outros contactos.
Portanto a casa (embora pequena está por minha conta).
Quem me segue à mais tempo sabe que gosto de sair na parte da manhã, fazer a minha caminhada junto ao mar, fazer as compras que me fazem falta no meu dia a dia, sentar-me numa pastelaria/esplanada para um café e dois dedos de conversa. Depois era o regresso para o almoço.
Nada disso agora é possível. Compenso a caminhada com a arrumação/limpeza da casa. Não podendo abusar dedico todas as manhãs a um aposento apenas. Ontem foi o dia da cozinha. Ficou a brilhar. E assim ocupo as minhas manhãs. Hoje dediquei-me à limpeza da varanda com lavagem de mesa e cadeiras, afastar os vasos, lavar os pratos. Também ficou ao meu gosto. Depois há as limpezas normais do dia a dia e a confecção das refeições.
Já de tarde obrigo-me a parar porque sei que se abusar as minhas costas reclamam e muito. 
Tento ler, embora tenha dificuldade em concentrar-me, e resolvi dedicar-me a fazer alguns trabalhos manuais só mesmo para me manter ocupada. 
Não sei se acontece nas vossas zonas de residência mas aqui a net está muito mázinha. Penso que deve ser pelo grande número de pessoas que estão em casa. Não sei. E não vou telefonar para pedir ajuda. Neste momento o que menos quero é um técnico a entrar-me pela casa dentro ( nem sei se iriam mandar). Mais uma coisa para esperar.
Já tenho uma data de coisas apontadas para depois disto tudo passar.


quarta-feira, 25 de março de 2020

POR CÁ

Tudo igual e tudo tão diferente.
Hoje pela primeira vez desde que começou toda esta loucura só abri a TV para ver o noticiário das 13H. Ter a TV desligada deixava-me angustiada sem saber o que se estava a passar. Mas ouvir a toda a hora as desgraças também me deixava super nervosa. Finalmente hoje consegui não ter a TV ligada e estar relativamente calma. Depois vi as notícias que não são animadoras e voltei a desligar.
E não consigo perceber esta camada de palermas sem responsabilidade nenhuma. Sabem que têm de ficar em casa em isolamento. Mas continuam a ir almoçar a casa dos pais e dos amigos e a fazer festinhas de anos e o caneco. Acho que só mesmo com um polícia em cada esquina.
A mim também me custa ficar em isolamento. Mas ainda me iria custar mais sabendo que ao sair estava a colocar a minha vida e a dos outros em risco. 
Em casa posso aborrecer-me mas é o meu porto de abrigo.