Grande stress quando acordei (pelas 8Horas) e descobri que não
tinha insulina. Sim sou diabética a preciso de insulina 2 vezes ao
dia. Não, não me esqueci de comprar, ainda havia uma embalagem
completa no frigorifico, só que já tinha passado o prazo de validade.
Ainda por cima a única receita que tinha era um triplicado e já não
se conseguia ler nada. Para ajudar a festa a farmácia de serviço não
era a que eu sou cliente. Lá me vesti e fui á farmácia, correu tudo
bem pois consegui a insulina, mas tive de a comprar (venda sus-
pensa quer dizer que tenho de arranjar uma receita médica, en-
trego na farmácia e eles devolvem-me o dinheiro, vale a pena pois
custou quase 30 euros. Ás 9.30H já tinha tomado a insulina (um
pouco mais tarde do que habitual mas não foi grave, grave seria
se na farmácia não me vendessem sem a receita médica.
Depois disto vou ter muito mais cuidado em verificar as datas
de validade, pois ficar sem insulina é um risco que não posso
correr.
.
domingo, 27 de abril de 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008
OLHAR O PASSADO

A minha Mãe sempre foi uma mulher independente, basta dizer
que sempre trabalhou e teve o seu próprio dinheiro.
No século passado nos anos 30 uma mulher trabalhar e gerir o
o seu dinheiro não era normal. O normal seria não trabalhar e
se por acaso o fizesse o ordenado ir direitinho para os bolsos do
marido e depois andar a "mendigar" uns tostões para comprar
um vestidinho ou uns sapatinhos.
Ela independente por natureza, devia sentir uma grande tristeza
por uma parte dessa independencia ser-lhe roubada primeiro por
um pai dominador e autoritário e depois por um marido ciumento
e possessivo.
Com o pai ela teve forças para lutar, primeiro namorando aquele
que viria a ser seu marido (depois acabou esse namoro por pressão
paterna) e depois acabando um noivado esse sim bem visto pelos
pais, para voltar de novo ao antigo namorado e casar sem o consen-
timento e benção dos pais.
Mas este casamento apesar de ser um casamento por amor não foi
um casamento feliz. Acho que foram felizes os primeiros anos mas
isso eu não me lembro, só me lembro dos maus tempo em que as
agressões fisicas e verbais eram uma constante.
O meu pai morreu novo e então pude ver a minha Mãe a ir com a
sua vida para a frente, a criar dois filhos com dificuldades é certo,
mas também feliz a gerir a sua vida da maneira que ela gostava e
queria. Nunca mais entrou nenhum homem na sua vida. Para ela
felicidade era não ter de receber ordens de ninguém. Se queria
sair e passear fazia-o. Se nas férias tinha dinheiro para viajar
não pensava duas vezes, lá ia ela ver aqueles sítios que tantas
vezes ensinou ao seus alunos onde se situavam nos mapas de
Portugal e Europa.
E que ninguém lhe desse ordens. Ainda hoje a vejo a dizer:
"Em min ninguém manda".
E enquanto as suas faculdades mentais o permitiram nunca
mais ela deixou que alguém interferisse na sua vida.
A duras custas aprendeu que a sua felicidade não denpendia
de um casamento nem de um homem e que ser feliz só depen-
dia única e exclusivamente da sua vontade.
A min ensinou-me a ser livre e independente.
Mandou-me estudar para fora e sempre me disse para eu tra-
balhar e não depender financeiramente de ninguém.
Hoje se fosse viva não ia gostar muito da minha cobardia.
terça-feira, 22 de abril de 2008
AINDA PORTO SANTO
Acerca da letra da canção "Porto Santo" devo dizer que o autor
foi o Sr. Teodoro Silva.
Agora uma curiosidade: este senhor foi casado (acho que pou-
quissimo tempo ) com uma minha tia (do lado paterno) mas
por razões que nunca cheguei a descobrir divorciaram-se
(isto por volta de 194o, acho eu). Confesso que em miuda
este assunto sempre me despertou muita curiosidade, mas
sempre que ousava perguntar qualquer coisa acerca disto,
respondiam-me logo: Isto não são conversas de meninas, e
o assunto ficava logo encerrado. Depois mais velha deixei de
fazer perguntas, hoje arrependo-me pois gostava imenso de
saber que problemas levariam duas pessoas a divorciarem-
-se numa época em que não era normal haver divórcio e ainda
por cima numa pequena ilha onde as pessoas eram muito re-
ligiosas e moralistas.
foi o Sr. Teodoro Silva.
Agora uma curiosidade: este senhor foi casado (acho que pou-
quissimo tempo ) com uma minha tia (do lado paterno) mas
por razões que nunca cheguei a descobrir divorciaram-se
(isto por volta de 194o, acho eu). Confesso que em miuda
este assunto sempre me despertou muita curiosidade, mas
sempre que ousava perguntar qualquer coisa acerca disto,
respondiam-me logo: Isto não são conversas de meninas, e
o assunto ficava logo encerrado. Depois mais velha deixei de
fazer perguntas, hoje arrependo-me pois gostava imenso de
saber que problemas levariam duas pessoas a divorciarem-
-se numa época em que não era normal haver divórcio e ainda
por cima numa pequena ilha onde as pessoas eram muito re-
ligiosas e moralistas.
domingo, 20 de abril de 2008
PORTO SANTO

Porto Santo
Oh ilha do Porto Santo
Da uva tão saborosa
O teu mar é um encanto
Tua praia a mais formosa
E até Zarco ao descobrir-te
E ao pisar teu solo amigo
Foi quase como a pedir-te
Proteção e um abrigo.
Terra amiga
Como tu não há igual
És a joia mais antiga
Das joias de Portugal.
Porto Santo
Teu nome te fica bem
Por isso te quero tanto
Como quero á minha Mãe
CANTADO PELO GRANDE MAX.
1 ANO

Finalmente passado uma semana consigo editar as fotos
do bolo de anos da P.
Para min tudo isto é dificil. As pessoas novas tem um blog
e só precisam de tempo para escreverem o que quiserem.
Eu além do tempo, preciso também de algumas lições, como
já disse, sou do tempo da velhinha máquina de escrever, dos
discos de vinil e profissionalmente da máquina de facturação
NCR que para min não tinha segredos. (acerca disto talvez
venha a escrever umas "coisas" engraçadas.
Porque tenho de pedir ajuda para algumas coisas, este blog
além de "mãe" tem também "pai" e "irmã"que por vezes
não têm a paciência necessária para aturar a "burrice" des-
ta "mãe" novata e sem experiência.
Espero aprender o mais rápido possível tudo aquilo que
preciso, de modo a poder seguir em frente sem estar sempre
a aborrecer as pessoas com aquilo que só a min me diz res-
peito e da qual só eu só responsável.
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